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07 DE OUTUBRO DE 2013

Saúde do trabalhador em debate

Em setembro estive em Caxias do Sul, na Serra gaúcha, onde presidi audiência pública sobre a saúde do trabalhador. Esta foi a quarta reunião que realizei sobre o tema no estado. Já passei por Pelotas, Horizontina e Canoas. A última audiência sobre esse tema acontecerá na Assembleia Legislativa. Como sindicalista e metalúrgico, temas ligados aos trabalhadores são de suma importância para mim. Quando se fala em saúde do trabalhador é ainda mais tocante. Digo isso, porque vivenciei situações e acompanhei colegas de trabalho que desenvolveram doenças ocupacionais e, ainda pior, perderam a vida por condições inadequadas de trabalho.

 

As doenças mais comuns desenvolvidas no ambiente de trabalho são tendinites, problemas musculares, infecções nos tendões, ombros, lesões na coluna. Mas também existem doenças psicológicas, muitas vezes, em consequência de ambientes inadequados, pressão ou pela vivência de situações traumáticas durante o serviço. Muitas doenças ocupacionais surgem por conta do ritmo acelerado dos processo de produção que, embora garantam maior produtividade, expõem o trabalhador. Nas cidades que visitei durante as audiências, ouvi relatos dramáticos neste aspecto. Conheci um pai de 30 anos que não consegue mais segurar o filho nos braços, porque está com tendinite crônica decorrente de muitas horas de trabalho em um máquina com peso inadequado para seu porte. Vi jovens, que deveriam estar nos anos mais produtivos de suas vidas, doentes e entrando em depressão quando precisam enfrentar as perícias no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

 

Números
Dados alarmantes do Ministério do Trabalho nos mostram que a cada três horas e meia, more um trabalhador no Brasil. Em 2011, 2.884 pessoas morreram em acidentes de trabalho no Brasil, principalmente se tratando de jovens entre 25 e 29 anos. Outros 711.164 trabalhadores foram diagnosticados com doenças decorrentes de sua atividade profissional, estes na faixa etária de 30 a 34 anos. Isto prova que muitas empresas, principalmente de construção civil e indústrias, ainda não investem em equipamentos de segurança, sendo negligentes com treinamentos. Trata-se de uma total irresponsabilidade com a vida humana e descaso com as leis trabalhistas.
Segundo a Constituição brasileira, o Ministério do Trabalho é o agente responsável pela fiscalização na área, mas com o grande crescimento econômico do Brasil na última década, a instituição vem encontrando dificuldades de promover, no mesmo ritmo, a fiscalização. Por isto, não pode caber apenas ao ministério esta tarefa e é neste sentido em que trabalho.

 

Projeto de Lei 111/2012

Busco contribuir com os companheiros trabalhadores por meio do Projeto de Lei 111/2012 que apresentei na Assembleia Legislativa. Com ele, destaco a promoção da saúde e da prevenção de acidentes, através de entidades e órgãos ligados ao Poder Públicos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como a necessidade de fortalecer os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerestes), a fim de que eles possam intervir preventivamente e atuando quando há irregularidades no ambiente de trabalho.

 

A saúde do trabalhador merece respeito e amplo debate. Um forte abraço!


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